segunda-feira , 17 dezembro 2018
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Caixa cachorro – Sua caixa morde ou late?

 

Quem já ouviu a tal caixa de forró (paredão) e já ficou indignado ou curioso? 

Caixa cachorro

Tantas técnicas envolvidas, tipos de microfones, distância, parâmetros, inserts… Por aí vai. São várias as formas de se chegar ao timbre desejado de um instrumento. Estava refletindo aqui em casa sobre as diferentes formas de obter um som legal na caixa da bateria, partindo do principio em sua captação. Nada como o velho SM 57 de guerra não é?

Há quem não goste de captar a esteira e somar ao som da mesma peça., enfim. Falando de captação existem realmente várias técnicas por aí. Caixa pop, caixa rock and roll, caixa isso… caixa aquilo… Afinal… Vêm pra Caixa você também…! … (Hehehehehe)

A Polêmica da “Caixa Cachorro”

De uns tempos pra cá, alguns questionamentos entre os amigos técnicos tem reservado minha atenção para o tema. Vivenciei por um bom tempo a mixagem de um estilo musical que sofreu uma “mutação” podemos dizer assim. O forró realmente não é mais o mesmo de uns tempos pra cá. Entre tantos instrumentos que também destacam as mudanças de timbres dentro do estilo, como bumbo, hi hat e baixo por exemplo, quero me deter a famosa caixa. Denominada até de uma forma engraçada por nós cearenses de “caixa cachorro” pela característica acentuada na região médio grave, lembrando um latido… (KKKKKKKK, bom demais… KKKKKKKK).

LUA - Mascote da Terça Técnica de Fortaleza
LUA – Mascote da Terça Técnica de Fortaleza

Acredito que a turma do tal paredão foram os grandes responsáveis pela exploração desse timbre que divide opiniões. E pra agradar esses “ouvidos” alguns técnicos tem lá suas formas de obter tal som. Porém acredito que na maioria dos técnicos que trabalham no forró, conheço muitos que não fazem esse tipo em suas mix’s. Mas de certa forma “a caixa” é peça fundamental na mix deles. Cada um com sua assinatura podemos dizer assim.

A reprodução desse instrumento de forma que se assemelhe aos paredões é que na verdade deixa muito dono de locadora de som de cabelo em pé, quando veem seus Lines serem açoitados como se fossem o tal paredão. Observei fatos que a caixa era tão absurda dentro da mix que o sistema não tinha sequer condições dinâmicas de trabalhar.

Absurdos no meu modo de ver e ouvir. O tal do 315hz, podemos dizer em alguma maioria, acompanhado de um insert acentuando ainda mais a região é o que tira o sossego de muita gente. Sei que alguns amigos que fazem até um trabalho diferenciado dentro estilo sofrem o preconceito de uma forma geral. Como disse antes, existem os que trabalham de forma coerente.

Antes de mais nada queria deixar dentro desse post que não há da minha parte crítica alguma ao estilo musical, apenas reflexões sobre um tema vivenciado entre alguns amigos do áudio a respeito. Não quero despertar preconceito e nem julgar de forma incoerente o tema. Sei que é polêmico e divide opiniões. Refletir sim é importante.

E você? Já ouviu algo sobre esse tema? Já viu alguma caixa latindo por aí?

Comente, participe…

Mesmo com o exagero demostrado aqui, com certeza alguém já ouviu a tal caixa cachorro por aí… Se não for algo parecido com isso, me ajude… Segue o som captado em sua forma normal e “alterado” para exemplificar um pouco.

(Agradecimentos a  Helismar de Sousa e  Fernando Maia pela foto de LUA).

CAIXA “NORMAL”

 

CAIXA COM PLUGIN “CACHORREYTOR”

 

Sobre Carlos Rossy

Carlos Rossy é colaborador do audioreporter, trabalha e mora atualmente em Curitiba-PR como técnico de PA da cantora Heloisa Rosa e no Studio Bamboo. Recentemente na locadora Somatéknica Audio Profissional e em bandas pelo nordeste. Escreve no seu próprio blog em www.carlosrossy.blogspot.com

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