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domingo , 5 abril 2020

Por que equalizar? Parte 2

Dicas para equalizar


Corte, não dê boost

É um conselho que remonta aos anos de trabalho analógico. O boost era uma prática fundamentalmente diferente do corte. Na realidade dos softwares, isto não é mais tão verdadeiro. No entanto, há uma prática psicológica nisso –

tudo soa melhor quando o volume é maior, então dar boost não é a forma mais honesta de realçar o som.

Se você aplica um corte e a qualidade do som melhora, sabe que está fazendo certo.

Boost Cut


Faça o que deve ser feito

E nada mais, nada menos. Fazer algo só pela obrigação de fazer pode representar a morte da sua mix. Ao mesmo tempo, se 30 dB de agudo soa bem, faça.

Por exemplo, na música moderna uma bateria pode carregar muita equalização. Adicionar 10 dB de low end, cortar de 6 a 10 dB de médias e adicionar 15 dB de agudos pode não parecer uma boa ideia, mas se for necessário, faça!

EQs diferentes soam diferente

Então qual o porquê de tantos equalizadores diferentes nas produções de ótimos engenheiros de mixagem? Citando Dave Pensado, em sua entrevista para a Sound On Sound,

“acredito que você extrai mais quando não tenta obter todo o desejado através de um EQ. Cada EQ é bom para certas coisas.”

Isto é fato.


Alguns equalizadores são mais eficazes para a remoção precisa de ressonâncias, outros para movimentos mais amplos de coloração. Particularmente na realidade analógica, alguns EQs se destacam na escultura de high end, outros podem ser mais incisivos nos graves, enquanto outros apresentam agradáveis níveis de ganho.

Sweep pode ser cruel

eq sweep


Outra prática comum é realizar o sweep, ou varredura, com Q fechado e boost vigoroso até que se encontre a “frequência problemática”. Minha experiência diz que toda frequência vai soar problemática desta forma – para alguns esta técnica pode até funcionar, mas eu nunca tive muita sorte.
Me parece mais correto dar um palpite experiente em qual frequência se está escutando e checar se está ocorrendo alguma coisa usando um boost moderado e o Q fechado. Talvez movê-lo para frente e para trás em torno da região que você acredita ter problemas para obter maior precisão de onde atuar.

Q é importante


O uso do Q é tão importante quanto a aplicação de mais ou menos cortes e boosts.


Um Q mais largo geralmente rende um som mais transparente, contudo menos focado. A ideia por trás tanto da quantidade de EQ e de largura, é fazer o bastante para que mal se perceba – se é que será percebido.

equalizar


Se está descobrindo ou desenvolvendo um som, tente o Q mais largo possível e ir até começar a afetar o que não deseja. Se for remover um som desagradável, experimente tão largo quanto necessário para conseguir, e deixe o resto o mais intacto possível.


Concluindo…


Lembre-se, cada som já possui uma curva de EQ, e já passou por diversas etapas de equalização. Então não há porque equalizar só pelo costume.
A chave é entender exatamente o que é necessário para se atingir o que se deseja.


Não seja entusiasta de equalização se não há motivos, mas também não tenha receio de torcer os knobs!

Artigo traduzido do site theproaudiofiles.com por Matthew Weiss

Sobre Flávia Fontolan

Flávia Fontolan - Colaboradora da cidade de Sorocaba formada em Produção Fonográfica pela FATEC Tatuí. Atuante nas áreas de captação, mixagem e sonorização.
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