quinta-feira , 14 novembro 2019
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Processador travado ?

Uma questão interessante acerca da relação Técnico de PA(Banda/Artista) e Técnico da Locadora(Empresa de som).

processador dolby lake

Venho observando há algum tempo essa relação no que diz respeito aos ajustes e liberação do processador do sistema para o técnico da banda. Casos onde o técnico “exige” o controle total sobre o sistema, mexendo nos parâmetros do processador como parte da sua mix. Apesar de ter minha opinião formada sobre este assunto, quero mais despertar o debate e a reflexão dos amigos neste tema.

Acompanhei de perto situações em que estive trabalhando e assessorando outros companheiros que sequer olhavam para o processador e conseguiam desempenhar sua mixagem sem ter que fazer alguma intervenção no sistema. Outros que mesmo sem “ligar o som” ou fazer aquele velho sound check com as músicas prediletas já ia logo ao processador fazer “seus cortes”… Imaginem…

Outros casos que sempre vejo e me encaixo bem neste é quando há um entendimento e adequação entre os técnicos, aquela boa relação entre os lados, tipo:

“Companheiro… Minha mix não precisa de tanto sub… podemos diminuir um pouco?”  —  Salutar no meu modo de ver.

Travar o processador e dizer que o dono da empresa que tá em casa só ele tem a senha é uma que vemos, não é? Ou aquele recurso de deixar o processador fora da house mix, lá no palco. Seria falta de argumentação, pulso e confiança no seu sistema?

Existem casos absurdos de deixar dono de empresa de cabelo em pé. Já vi técnico de banda grande durante o seu show com o uma mix toda no vermelho… Falo de console e processador. Como também vejo casos de sistemas sem headroom, que não contam com aquela margem além do “limite” digamos pré-estabelecido. Existe com certeza a galera da mão pesada, como a turma chama por aí. Porém os que tentam trabalhar dentro de um nível mais bacana as vezes sofrem as consequências. As realidades são bem distintas e comprometem a regra de dizer que processador não se mexe. E o que fazer quando chegamos em sistemas que vemos que não há muito conhecimento técnico e realmente a coisa fica feia e temos a certeza que há algo de errado no gerenciamento do mesmo?

Lembro com certa alegria um dia que encontrei com um companheiro que não lembrávamos um do outro. Lá pras tantas conseguimos recordar de um trabalho que fizemos e sua atitude foi até engraçada, que ao invés de me cumprimentar dizendo “oh rapaz… agora lembrei…” Ele se dirigiu ao processador e foi retirando os limiter’s… Comecei a rir e dizer, calma amigo… Vamos passar o som primeiro.”

Imaginem aí se os processadores de áudio tivessem agora a entrada do pendrive e o camarada quisesse colocar a “cena” dele do processador. (kkkkkk)

E você, como tem lidado no dia a dia com essa situação? Apesar de saber que ela é bem antiga.

Sobre Carlos Rossy

Carlos Rossy é colaborador do audioreporter, trabalha e mora atualmente em Curitiba-PR como técnico de PA da cantora Heloisa Rosa e no Studio Bamboo. Recentemente na locadora Somatéknica Audio Profissional e em bandas pelo nordeste. Escreve no seu próprio blog em www.carlosrossy.blogspot.com

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