segunda-feira , 19 novembro 2018
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Você mixa pra você ou para o público?

Uma situação corriqueira da vida de quem trabalha no PA é onde mora o “X” da questão para esse post. Afinal, quem é o fiel da balança para sua mixagem? Estar bom para você significa sempre estar bom para o público? E o que se ouve no camarote, na frente do palco, lá no fundão? Soa parecido com o que você está mixando na house? Daí temos assunto quem sabe até pra outro post, pois a empresa locadora já pode deixar isso tudo desenhado pra você apenas fazer sua mix. 

“O que importa na verdade?…”

Importa pra você o que o público achou do seu trabalho? Lógico, não é possível agradar a todos, mas já parou pra pensar se o que você está fazendo segue uma coerência pra que quem é na verdade o receptor daquilo que você produz?

Há opiniões interessantes que já ouvi, entre elas: “O que importa é que esteja bom pra mim…” ou “O que importa é que o patrão gostou…” Acredito que existam aqueles que pensam em mixar só para si e que não há preocupação se o público está ou não tendo uma audição parecida. Quem sabe sejam casos raros ou isolados e que em algumas vezes pode dar certo. Não considero isso como uma posição egoísta, de forma alguma. Apenas faço essa reflexão para gerar curiosidade entre nós sob essa perspectiva de mixagem. Em outro post, ( clique aqui para ler)  comentei situações por exemplo que tem muito profissional na house mix agora preocupado com a gravação do seu L/R. Outro aspecto interessante é saber se você procura levar até a mix do show algo semelhante ao gravado, ou “show é show e não se fala mais nisso” ? (rsrsrsrs)rossy house [322676]

Uma “fugidinha” da house mix ajuda?

Sabe aquela velha saidinha da house mix quando possível? Caminhar um pouco pelo lugar percebendo os excessos e faltas de elementos na mixagem?ipad

Há quem se utilize da atual facilidade de poder dar essa fugidinha da house com algum dispositivo controlando a mesa e poder observar melhor as áreas. Porém isso se limita as condições de caminhar entre o público, seja por espaço ou até mesmo pelo perigo de andar com algo de valor em evidência nas mãos. Uma boa alternativa, quando dá é na passagem de som. Em grande parte, os problemas dizem respeito a alinhamento, dimensionamento do sistema e não a mix propriamente dita. Não quero dizer com isso que devemos sair pelos eventos como “zumbis”, até por que precisamos estabelecer um ponto de referência, onde vamos ter por orientação do nosso trabalho. É bem difícil ter essa mesma referencia em todos os lugares, o que não ajudaria muito. Mas levar em consideração as demais zonas de audiência do público, considero relevante.

A extinção da house mix

O que vemos também na realidade é que em alguns eventos, a house mix tem sido objeto de caça entre muitos “produtores” que buscam acabar com a mesma. Quem trabalha nos eventos corporativos e buffet’s sabe o que estou dizendo. Daí o malabarismo para mixar para um público e ainda mais para na maioria das vezes em um ambiente nada amigável para uma banda tocar, cheio de complicações acústicas. Em alguns megaeventos por exemplo, ela já não está mais no centro, não é verdade? (rsrsrsrsrs)

Tendo por exemplo o amigo e excelente profissional Alexandre Rabaço, percebo que posso considera-lo um técnico que realmente está preocupado em que o “público” receba com a maior fidelidade possível o som do seu artista, criando outros pontos além do PA principal. Estar ligado no que estão reproduzindo os fronts, os delays, enfim… Faz parte do seu trabalho também. Tenho por ideal esse mesmo pensamento.

 

Pra encerrar, apenas exponho essas situações no desejo de ver também os comentários dos companheiros. Participe comentando e divulgando. Abraço a todos.

 

A abreviação P.A. vem da tradução de (Public Address), significando um sistema de som Endereçado ao Público.

Sobre Carlos Rossy

Carlos Rossy é colaborador do audioreporter, trabalha e mora atualmente em Curitiba-PR como técnico de PA da cantora Heloisa Rosa e no Studio Bamboo. Recentemente na locadora Somatéknica Audio Profissional e em bandas pelo nordeste. Escreve no seu próprio blog em www.carlosrossy.blogspot.com

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