domingo , 20 janeiro 2019
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Os três grandes estilos de mixagem

 Segundo Bobby Owsinski, até o final dos anos 80 ou mais, era fácil dizer aonde uma gravação foi feita apenas pelas suas características.  Mesmo hoje tendo uma distinção menor do que era antes, ainda é possível identificar os três principais estilos de mixagem. São eles:

 

Estilo de New York

Esse talvez seja o mais fácil de indentificar dentre os três por causa do uso excessivo de compressão, o que torna a mix mais agressiva e com punch. Em muitos casos, os instrumentos são recomprimidos muitas vezes ao longo do caminho. Os engenheiros de NY costumam enviar a bateria (as vezes com o baixo junto) a um par de busses,  passam em alguns compressores espremendo a vontade, então adicionam uma quantidade criteriosa da bateria comprimida de volta para a mix (o que chamamos de compressão paralela). Para melhorar mais ainda, eles dão um gás nas baixas e altas frequências do sinal comprimido. Exemplos desse estilo são: Living Colour, The Smithereens ou o álbum solo do Mick Jagger “She’s the Boss”.

Para saber mais, leia: Compressão Paralela

 

 

Estilo de Los Angeles

Aqui, o som é um pouco mais natural. Há compressão, mas bem menos do que o estilo de New York. Também há efeitos, mas menos que o estilo de Londres.  O estilo de Los Angeles sempre tentou capturar o evento musical e aumentá-lo um pouco em vez de recriá-lo. Exemplos: Doobie Brothers ou os hits do Van Halen dos anos 70 e 80.

 

 

Estilo de Londres

O som de Londres tem múltiplas camadas de efeito e um pouco da compressão de New York.  Faz-se muito uso do que é conhecido por perspectiva,  que coloca cada instrumento em seu próprio ambiente sonoro. Outra característica desse estilo é o arranjo; muitas partes aparecem em momentos diferentes durante a mix. Algumas para efeito e outras para mudar a dinâmica da música. Cada parte nova estará em seu próprio ambiente e, como resultado, terá uma perspectiva diferente. Um bom exemplo é a música do “Owner of a Lonely Heart” do Yes, ou também músicas da Grace Jones e do Seal.

 
E então, qual desses 3 estilos você usa mais em seus projetos?? E como você descreveria o “Estilo do Brasil”?
 
Até a próxima!

 

Traduzido do livro “Mixing Engineer’s Handbook”

Sobre Karen Ávila

é colaboradora do Áudio Reporter, formada em Produção Musical pela Anhembi Morumbi e assistente do produtor musical Eduardo Pepato.

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Eu e o meu amigo Renato Riva estávamos lá e vamos contar pra vocês um pouquinho de como foi o evento ;)

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