segunda-feira , 19 agosto 2019
Início / Reviews / 1,2,3 testando – Xtremeears – parte 1

1,2,3 testando – Xtremeears – parte 1

Desde que ouvi falar destes in-ears de fabricação nacional me interessei em conhecê-los. Chegou a hora!

 

Foi através do Eng. de monitor Roque Fausto (Claudia Leite, Daniela Mercury, Margareth Menezes, Alexandre Peixe) que vieram parar em minhas mãos. Estou com os modelos demos em mãos, são eles XE2/PRO, XE3/PRO, XE3/REF, XE4/PRO. Todos estes, fones de ouvido da marca brasileira Xtreme Ears. http://xtremeears.com/ .

Leia também:

 

No primeiro momento em casa, na madrugada, em ambiente não ruidoso, ouvi 30 segundos de música em cada fone, só para ter uma primeira impressão rápida.

Ouvi o XE2/PRO, gostei, senti um pouco à falta das frequências de médio grave, mas nada exagerado, consequentemente o agudo e o grave se acentuam, mas mesmo assim acho o grave agradável, o agudo senti um pouco mais acentuado principalmente na região de 8khz à 11khz. Sinceramente esta acentuação não me incomodou, mas acredito ser necessário tomar cuidado com a mix nesta região, se não o driver fica “espirrando”.
Apesar das observações é uma opção interessante.

Logo após coloquei o X4/Pro. Nossa! Confortável demais, a resposta de frequência da região de sub se estende, tornando o som mais macio, os agudos idem, e não sinto tanto a acentuação neles como no XE2/Pro. As regiões de grave, médio grave e médio agudo se equilibram bem com os extremos.
Sonoridade impressionante, agradável e macio.

Agora em seguida vem o XE3/REF, de imediato senti um pouco a falta de maciez, falta do sub e do médio grave. Não é que o modelo não tenha, foi a referência anterior que mascarou a resposta nos primeiros segundos, o cérebro estranhou (rs). Logo após os segundos iniciais, percebo a resposta real do fone. Mais equilíbrio entre as bandas de frequência que o XE2/Pro, o agudo continua um pouco acentuado.
Resposta mais equilibrada.
Por último vem o X3/Pro, muito parecido com o XE3/Ref, mas possui menos equilíbrio entre as bandas de frequência, possui o agudo mais acentuado, e o grave idem. O equilíbrio entre as bandas de frequência soa melhor que o XE2/Pro.

 

Conclusão da primeira impressão.

Achei o resultado satisfatório em todos os modelos, a diferença de sonoridade existe, mas na minha humilde percepção esta diferença está no equilíbrio das bandas de frequência e não no timbre em si, ou seja, a sonoridade do agudo é a mesma para os modelos XE2/PRO, XE3/PRO, XE3/REF, praticamente só os volumes que modificam, agora no XE4/PRO existe uma extensão na resposta de frequência, escuta-se melhor os harmônicos, por isso existe uma maciez e melhor equilíbrio no resultado sonoro.
As diferenças devem existir, para que o usuário tenha opções. E lógico, que condiz com a diferença de valores, mas não significa que o modelo mais simples seja descartado, porque nele já existe um bom resultado.
Percebi também que cada modelo pode se encaixar de acordo com o estilo musical a ser mixado ou tipo de mixagem que o músico ou técnico desejam.
Escutei muitos estilos diferentes. Nas músicas clássicas e MPB o XE3/REF e XE4/PRO se destacaram, talvez pela melhora na respostas de frequência dos extremos, equilíbrio entre as bandas e a naturalidade. No axé, sertanejo, rock, reggae e “pop” o XE2/PRO por causa da acentuação dos graves e agudos, principalmente para bateristas, baixistas e percussionistas, além do XE4/PRO que insiste em funcionar em qualquer situação.
Diria que XE2/PRO seria um “pau pra toda mix”, o XE4/PRO a “mix para toda e qualquer obra”.
Ter escutado o XE2/PRO e ter pulado diretamente para o XE4/PRO, os extremos dos modelos, do mais simples para o mais top, foi uma mudança muito agradável. Parecida com a troca de um microfone dinâmico top por um condenser também top.
Por isso ao mudar do XE4/PRO para o XE3/REF e PRO senti o som “diferente”, mas não inferior.
Existe qualidade nestes produtos.

Para deixar mais claro.
XE2/PRO: Senti como tivesse um boost nos graves e agudos, consequentemente menos médio grave e médio agudo no lugar.
XE3/PRO: O médio grave se equilibra melhor às outras bandas, mas ainda há o agudo que se destaca.
XE3/REF: Agora equilíbrio entre as bandas é que se destaca, a mix soa suave e agradável.
XE4/PRO: Finalmente o melhor resultado. Muito claro e rico, digo à sonoridade. É como ouvir um sistema hi-fi. Sem exageros.

Quero deixar claro que este meu depoimento foi baseado no que escutei em poucos segundos, a próxima avaliação será ao vivo no show da banda A Zorra, com a console M7CL da Yamaha.
E também não me foi solicitado por ninguém da empresa Xtreme Ears que fizesse tal parecer. Foi por livre e espontânea vontade que o escrevi, para mostrar minha opinião sobre um produto nacional aos técnicos que não o conhecem. Aos que discordam e tem o direito, opinem.

Após os testes no show, compartilho.
Escrito por:

Igor Pimenta Atualmente pilotando os monitores das Bandas A Zorra e Mametto. Mas já contribuiu com seus serviços para: Mariene de Castro, Jauperi, Negra Cor, Alexandre Peixe, Motumbá, Vixe Mainha, O Circulo, Marcio Mello, Zelito Miranda, Beto Jamaica, Batifum, dentre outros.
Além de instruir alunos de escola pública no curso de Sonorização na Ong Escola Profissionalizante Pracatum, de propriedade do músico Carlinhos Brown desde 2009.

Sobre Igor Pimenta

Igor Pimenta Técnico de monitor - Banda Eva.

Confira também

Os melhores professores estão ao seu lado

A todo momento estamos buscando. Queremos tudo. Estar nos bons eventos, trabalhar com bons equipamentos, com os melhores artistas. E claro com os melhores profissionais.

%d blogueiros gostam disto: